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	<title>Me Livro &#187; liberdade</title>
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	<description>Só me livro de ser apenas um acaso porque escrevo (Lispector)</description>
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		<title>O passarinho</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 16:48:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ricardo era um esquerdista nato. Reivindicava seus direitos e também o dos outros, mesmo acreditando que a questão dos direitos não era a mais justa das invenções. Contribuía com as causas ambientais e assinava a Caros Amigos. Falava mal do governo do estado, mas elogiava os avanços que ocorriam no país, graças aos programas sociais [...]]]></description>
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<p><a title="Sad" rel="license" href="http://www.flickr.com/photos/housephotography/456769761/"><img style="margin: 0px 0px 5px 5px; display: inline;" title="Sad Bird" src="http://melivro.com/wp-content/uploads/2009/10/SadBird.jpg" alt="Sad Bird" width="166" height="246" align="right" /></a> Ricardo era um esquerdista nato. Reivindicava seus direitos e também o dos outros, mesmo acreditando que a questão dos direitos não era a mais justa das invenções.</p>
<p>Contribuía com as causas ambientais e assinava a Caros Amigos. Falava mal do governo do estado, mas elogiava os avanços que ocorriam no país, graças aos programas sociais de inclusão digital e supermercadológica do presidente Lula. De uns tempos para cá começou a fazer xixi no banho, apregoando essa nova filosofia de vida aos quatro cantos do mundo.</p>
<p>Certo dia um amigo desavisado deu a Ricardo um passarinho preso numa gaiola de madeira. O bichinho era lindo, cantava que era uma beleza e, de certa forma, correspondia à todas as afetuosidades do novo dono.</p>
<p>Os cuidados que a ave recebia de Ricardo eram irrepreensíveis: alpiste novo todos os dias, pedaços de frutas frescas todas as manhãs, limpeza periódica da gaiola e água fria para banhos nos dias muito quentes. Segundo se pregava no mundo dos canários, o paraíso aviário era daquele jeito: comida à vontade, donos cuidadosos. Só faltava uma coisa à esse céu, um canarinho do sexo oposto, mas ao canário dessa história isso era irrelevante, já que jamais havia provado as delícias do poleiro sexual.</p>
<p>Ricardo era feliz com o seu amigo plumoso, mas se sentia um hipócrita por manter preso o animal, contrariando todos os seus ideais de liberdade e justiça que há tempos defendia em uma das inúmeras rodas de discussão das quais participava. Sentia muita vergonha por ter uma gaiola na sua casa. Quando recebia visitas, escondia o pássaro nos fundos de casa, para evitar questionamentos de seus companheiros de discussão e militância.</p>
<p>Levou essa vida dupla por muito tempo, até que se cansou. Numa manhã de sábado resolveu dar liberdade ao Boris, que a essa altura já tinha nome. Abriu a porta da gaiola. A ave não entendeu e continuou lá dentro a levar a sua vida. Ricardo, impaciente, pegou o animalzinho às suas mãos e o soltou pela janela.</p>
<p>O bicho voou meio desajeitado até o muro da casa vizinha, sem entender nada daquele novo tipo de vida, exercitando pela primeira vez a habilidade de voar a longas distâncias. Não teve sucesso. Dois minutos depois, o dono já saudoso viu aparecer um gato vira lata que fez de Boris o seu jantar.</p>
<p><span style="font-size: xx-small;">Imagem de </span><a href="http://www.flickr.com/photos/housephotography/"><strong><span style="font-size: xx-small;">House Photography</span></strong></a><span style="font-size: xx-small;"> usada sob </span><a title="Licença Creative Commons 2.0" rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.pt"><span style="font-size: xx-small;">Licença Creative Commons 2.0</span></a><span style="font-size: xx-small;">.</span></p>

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