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	<title>Me Livro &#187; trabalho</title>
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	<description>Só me livro de ser apenas um acaso porque escrevo (Lispector)</description>
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		<title>Pedro pedra no sapato</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 16:47:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiagobomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Livrando]]></category>
		<category><![CDATA[construção]]></category>
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		<description><![CDATA[“O ramo imobiliário anda bem. Anda tão bem que o complemento “imobiliário” não lhe combina. Vende-se casa e apartamento como se vende banana nanica na feira”. Era desse modo que Paulo introduzia a reunião com seus subordinados. Os trabalhadores reclamavam do salário, da distância, da comida e de tudo que lhes vinha à mente: filhos, [...]]]></description>
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<p>“O ramo imobiliário anda bem. Anda tão bem que o complemento “imobiliário” não lhe combina. Vende-se casa e apartamento como se vende banana nanica na feira”. Era desse modo que Paulo introduzia a reunião com seus subordinados.</p>
<p>Os trabalhadores reclamavam do salário, da distância, da comida e de tudo que lhes vinha à mente: filhos, esposas, vira-lata&#8230;</p>
<p>-Contamos com o apoio de vocês para que os negócios continuem indo bem. Melhor do que uma boa remuneração é um emprego sólido, duradouro, numa companhia estável – discursou Paulo.</p>
<p>Aplaudiram automaticamente, contentes  e contidos por um discurso bem ensaiado. Pedro pediu para falar com o engenheiro em particular:</p>
<p>- Gostou do meu discurso, Pedro?</p>
<p>-Bonito, seu dotô. Mas mermo bonito, ele não me ajuda: preciso mermo do aumento, dotô.</p>
<p>- Ora, Pedro! Como podes ser tão egoísta! Terei que aumentar os vencimentos dos outros pedreiros, se aumentar o seu.</p>
<p>-Mas não é justo, seu dotô? Todo mundo aqui ganha tão pouco.</p>
<p>- Justo até é, mas assim a empresa vai à falência. E não é melhor ganhar pouco do que ganhar nada, Pedro?</p>
<p>-Mas seu Paulo&#8230; Parece que o que eu ganho docês eu gasto tudo aqui mermo. Pago duas condução e ocês me dão dinheiro só pra uma!</p>
<p>-É a política da empresa. O contrato diz “auxílio transporte” e não “transporte”. Por que você não vem de ônibus?</p>
<p>-Demoro três horas de ônibus. De trem é só duas hora.</p>
<p>-Ora, Pedro! Não lestes o contrato? Só pagamos uma.</p>
<p>-Não sei lê, seu dotô.</p>
<p>-Tudo bem, Pedro. O próximo acordo coletivo é no semestre que vem. Aguarde até lá para que a empresa revise seus vencimentos e benefícios, ok?</p>
<p>-Mas a barriga dos meus fio não vai esperar, dotô.</p>
<p>-Nem o progresso, Pedro! Vá trabalhar um pouco. Temos prazo para a entrega do condomínio.</p>

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Os trabalhadores'), 
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		<title>O templo</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 12:11:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Bomfim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Acordou cedo. Como fazia em todos os dias de culto, tomou o banho, fez a barba e vestiu a sua melhor roupa: um belo terno, combinado a uma gravata cujo nó fora feito automaticamente, como se essa tarefa fosse tão habitual como a escovação dentária de todos nós. Pegou uma bolsa com todos os artigos [...]]]></description>
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<p>Acordou cedo. Como fazia em todos os dias de culto, tomou o banho, fez a barba e vestiu a sua melhor roupa: um belo terno, combinado a uma gravata cujo nó fora feito automaticamente, como se essa tarefa fosse tão habitual como a escovação dentária de todos nós.</p>
<p>Pegou uma bolsa com todos os artigos religiosos que usaria na celebração. Foi em jejum ao local de adoração e com a maior pressa do mundo – afinal, um atraso seria imperdoável e o mestre não era muito misericordioso para com aqueles que não chegavam à cerimônia na hora combinada.</p>
<p>Partiu com o carro, seguindo religiosamente pela rota que fazia em dias de celebração. Algum leitor atento pode dizer que estou sendo redundante por acrescentar o advérbio “religiosamente” num texto que narra uma rotina de uma pessoa que está a caminho de um culto. Contudo, é extremamente necessário o acréscimo, assim como naquelas afirmações que tantos católicos por aí vociferam, sempre seguidas de um “praticante”.</p>
<p>Depois de passar por avenidas que conduziam outros fiéis aos seus respectivos templos, chegou por fim ao imponente templo de pedra cinzenta, que era alto e bem frequentado assim como outras instalações de adoração coletiva daquela cidade.<br />&nbsp;<br />Passou o crachá pela catraca, foi de elevador ao quinto andar, retirou da bolsa seus instrumentos de louvor – um potente notebook Lenovo e um caderno Tilibra de capa dura – e começou a sua rotina diária de adoração, com a duração exata de oito horas.</p>

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